Em entrevista ao site Notícias da TV, Emílio Surita relembrou a trajetória do Pânico na TV, comentou as mudanças no humor brasileiro e afirmou que os programas atuais enfrentam mais pressão e patrulhamento do público.
Como o Pânico começou: Segundo Surita, o programa nasceu de forma improvisada e inicialmente tinha apenas três meses garantidos de patrocínio. O sucesso veio gradualmente, permitindo que o projeto sobrevivesse e mudasse de formato ao longo dos anos.
Mudança de perfil: O apresentador explicou que o programa deixou de ser apenas humorístico e passou a incluir política, comportamento e cobertura de entretenimento para disputar audiência aos domingos com atrações como Fantástico, Domingo Espetacular e Programa Silvio Santos.
- “O humor está assim. Hoje você faz piada com um advogado. Qualquer programa de humor não tem muita brecha depois dessa cruzada moral que apareceu aí. Tem que ter mais cuidado, porque todo mundo está patrulhando os humoristas. O humor está mais bundão hoje em dia.”
Humor masculino e audiência: Surita também comentou que o programa assumiu um perfil mais voltado ao público masculino, por entender que esse era o principal público que acompanhava a atração aos domingos.
Problemas com censura e classificação: O apresentador relembrou momentos em que o programa sofreu pressão do Ministério Público e precisou adaptar quadros e horários por conta de classificação indicativa.
A polêmica das “Tchecas do Pânico”: Surita contou que a equipe caiu em uma ação de marketing viral envolvendo duas modelos estrangeiras, acreditando inicialmente que a história era verdadeira. O caso virou uma das maiores polêmicas do programa nas redes sociais.
Influência na nova geração: O apresentador citou nomes como Marcelo Adnet, Fábio Porchat, Tatá Werneck e Dani Calabresa como parte de uma geração forte do humor brasileiro e afirmou que o Pânico teve importância na formação desse cenário.
Audiência e sobrevivência: Mesmo reconhecendo que os números atuais são menores do que no auge do programa, Surita afirmou que o Pânico conseguiu manter público e patrocinadores mesmo após trocar de emissora.
