Depois de anos registrando crescimento acelerado, o mercado de TV por assinatura começou a desacelerar no Brasil em 2013. Coincidentemente, a Anatel interrompeu naquele período a divulgação mensal dos relatórios detalhados sobre o setor, que costumavam ser amplamente usados pela imprensa e pelas operadoras.

A agência afirmou que a suspensão ocorreu por conta de “um problema operacional da área técnica na consolidação dos números”.

Mercado vinha crescendo fortemente: Nos anos anteriores, a TV paga havia registrado expansão acima de 30% ao ano em 2010 e 2011, além de crescimento de 27% em 2012.

Crescimento perdeu força: Segundo estimativas da ABTA, o setor deveria crescer cerca de 10% em 2013 — um número ainda positivo, mas muito abaixo do ritmo visto anteriormente.

Números mensais ficaram menores: Em junho de 2013, por exemplo, a TV por assinatura cresceu apenas 0,16%, conquistando cerca de 26,6 mil novos assinantes.

Diferença para o ano anterior: Em junho de 2012, o cenário era bem diferente: o setor havia crescido 1,84% no mesmo mês, com mais de 267 mil novos clientes.

Como a Anatel calculava o alcance: A agência costumava multiplicar o número de residências assinantes pela média nacional de moradores por casa. Assim, cerca de 17 milhões de domicílios com TV paga eram convertidos em mais de 54 milhões de brasileiros com acesso ao serviço.

Mudança de mercado começava a aparecer: Mesmo antes da explosão dos streamings, o setor já dava sinais de desaceleração após anos de crescimento impulsionado pela expansão econômica e pela popularização dos pacotes de TV fechada no país.

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