A montagem brasileira do musical “Legalmente Loira” estreia na próxima semana em São Paulo, trazendo à tona temas como misoginia e direitos das mulheres. Carlos Cavalcanti, presidente do Instituto Artium de Cultura, responsável pela produção, destaca a relevância do espetáculo.

Uma luta feminina: Cavalcanti afirma que a personagem principal, Elle Woods, representa charme e glamour feminino, mas também é uma lutadora pelos direitos das mulheres. “O texto é necessário e traz à tona questões relevantes para as novas gerações”, comenta o produtor.

História e adaptação: A trama segue Elle Woods, que é abandonada pelo namorado por ser considerada fútil. Determinada, ela decide estudar Direito e descobre seu talento na área, desafiando estereótipos. Cavalcanti ressalta que o espetáculo aborda o feminismo de maneira leve e bem-humorada, mostrando a evolução da mulher no século 21.

Reconhecimento internacional: O musical é uma adaptação do espetáculo da Broadway, que estreou em dois mil e sete e foi baseado no filme de dois mil e um. A montagem original foi indicada a sete categorias do Tony Awards e ganhou prêmios no Olivier Awards.

Diversidade no elenco: A peça traz Myra Ruiz no papel de Elle Woods e Leilah Moreno como Paulette Bonafonté, com a inclusão de atores e atrizes negros e trans, promovendo a diversidade no palco. Cavalcanti lembra que, apesar de temas sérios, a montagem é divertida e promete uma experiência leve para o público.