Em Joker: Folie à Deux, Todd Phillips retorna ao universo do anti-herói da DC Comics, Arthur Fleck, que, mais uma vez, é interpretado por Joaquin Phoenix. A sequência, marcada pela adição de Lady Gaga no papel de Lee, que futuramente se tornará Harley Quinn, propõe uma abordagem ainda mais introspectiva e sombria. Ambientado principalmente no manicômio de Arkham, o filme explora a relação entre Arthur e Lee enquanto o protagonista enfrenta o sistema judicial e sua própria sanidade. Embora aposte em números musicais e em um estilo visual marcante, a obra tem seus altos e baixos, gerando reações polarizadas como seu antecessor.

O que funciona?

Joaquin Phoenix: O ator retorna em grande forma, entregando uma performance profunda, perturbadora e intensa, que dá continuidade ao personagem de Arthur Fleck.
Lady Gaga: Sua presença é magnética, e, embora seu papel seja contido, ela adiciona uma nova dimensão à história com sua química com Phoenix.
Aspectos visuais: A direção de arte e os figurinos são impressionantes, especialmente nos números musicais, que trazem uma energia renovada ao filme.
A parte musical: As sequências de dança e os números musicais, com Gaga e Phoenix, são vibrantes e inesperados, fazendo a película se destacar no gênero de super-heróis.

O que não funciona?

Roteiro fraco: Embora o filme tenha uma estética forte, a trama carece de profundidade e estrutura, deixando a narrativa um pouco dispersa e sem um fio condutor claro.
Falta de desenvolvimento em Lee: Apesar da ótima atuação de Gaga, seu personagem não é totalmente explorado, o que pode frustrar aqueles que esperavam mais da futura Harley Quinn.
Narrativa repetitiva: Alguns elementos, como as interlúdios de dança e a exploração do trauma de Arthur, são repetidos do filme anterior, tornando a sequência previsível em algumas partes.

Veredito final

Joker: Folie à Deux oferece uma visão mais artística e introspectiva do vilão, mas, ao mesmo tempo, peca pela falta de coesão narrativa e profundidade. A mistura de musical com drama psicológico é audaciosa, mas a falta de uma história sólida deixa a experiência um pouco vazia. Se você é fã do primeiro filme e da performance de Phoenix, vale a pena assistir, mas se busca uma história mais robusta e coerente, pode se sentir decepcionado.