Artista maranhense Gê Viana é convidada para expor na Bienal de São Paulo
A maranhense Gê Viana, formada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), foi convidada para a 36ª Bienal de São Paulo, o maior evento de artes visuais da América Latina e um dos...
A maranhense Gê Viana, formada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), foi convidada para a 36ª Bienal de São Paulo, o maior evento de artes visuais da América Latina e um dos mais importantes do mundo. Nascida em Santa Luzia e hoje vivendo em São Luís, a artista se tornou a primeira mulher maranhense a integrar a mostra, que abre neste sábado (6), no Pavilhão Ciccillo Matarazzo.
O que é a Bienal: A Bienal de São Paulo acontece a cada dois anos e reúne artistas do Brasil e de diversos países. O evento é considerado um marco cultural porque apresenta tendências e provoca reflexões sobre a arte e a sociedade. Assim como existem bienais de livros e teatro, esta é voltada para as artes visuais, como pintura, escultura, fotografia, instalações e performances.
A obra apresentada: Em sua estreia, Gê Viana exibe A colheita de Dan, um projeto inédito inspirado nas radiolas de reggae, tradição maranhense que mistura música e resistência cultural. A instalação forma uma parede de caixas de som e transforma a festa em símbolo político de alegria, afeto e denúncia.
Estilo da artista: Reconhecida pelo uso de colagens e fotomontagens, analógicas e digitais, Gê trabalha com imagens de arquivo, pintura e objetos, criando narrativas que desafiam versões coloniais da história. Suas obras dialogam com o cotidiano afro-diaspórico e indígena do Maranhão.
A relevância: A presença de uma artista maranhense na Bienal projeta o estado no cenário internacional das artes visuais. Para Gê, o convite simboliza também a valorização das narrativas locais que sempre estiveram em risco de silenciamento.
O tema da edição: A 36ª Bienal tem como tema “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, inspirado em um poema de Conceição Evaristo. A proposta é repensar a humanidade como encontro, ação e transformação coletiva.
Carreira e representação: A participação na Bienal marca um novo momento para a artista, que passa a ser representada pela Lima Galeria em parceria com a Mitre Galeria, ampliando sua presença no circuito nacional e internacional.
Serviço: A exposição segue até 11 de janeiro de 2026, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, com entrada gratuita.


