O Brasil se consolidou como o maior consumidor de conteúdo da cultura pop sul-coreana na América Latina. Em 2023, o interesse pelo chamado kcontent movimentou US$ 31,5 bilhões e deve crescer 6% ao ano até 2027, impulsionado por kdramas e kpop.

Por que importa: O país é o 5º maior mercado mundial de kpop, com aumento médio de 47% ao ano no Spotify. Desde 2018, o consumo cresceu 326%, impulsionado por lançamentos que lideram rankings nacionais.

  • A turnê DominAte do Stray Kids reuniu mais de 170 mil pessoas no Rio e em São Paulo, em abril de 2025.

Se liga no contexto: O público brasileiro também abraçou os kdramas. Em 2023, segundo a pesquisa, 90% dos brasileiros assistiram a produções coreanas, e 55% veem episódios semanalmente.

  • O fanmeeting do ator Park Bo-gum, marcado para 21 de setembro em São Paulo, teve ingressos esgotados em poucas horas.

Detalhes: O sucesso das produções sul-coreanas se estende às animações. O filme Kpo Demon Hunters (Guerreiras do Kpop) entrou no Top 10 da Netflix Brasil e teve mais de 114 mil menções nas redes sociais.

  • A trilha sonora estreou em 8º lugar na Billboard 200, e o longa já acumula 236 milhões de visualizações no mundo.

Panorama geral: O fenômeno faz parte da Hallyu, a onda cultural coreana que usa o soft power (influência cultural) como ferramenta diplomática e econômica. O Brasil é hoje o 2º país que mais consome produtos da Coreia do Sul.

E agora?: A Coreia do Sul inaugurou, em São Paulo, o escritório da KOCCA (Korea Creative Content Agency), para fortalecer negócios criativos entre os dois países.

  • A KOCCA, criada em 2009, apoia setores como música, audiovisual, games, moda, animação e novas tecnologias.
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