Startup maranhense capacita mulheres em vulnerabilidade para atuar na construção civil
Empreendedorismo também é sinônimo de diversidade e inclusão social. No Maranhão, a startup Ela Faz oferece cursos de capacitação nas áreas de indústria e construção civil para mulheres em situação...
Empreendedorismo também é sinônimo de diversidade e inclusão social. No Maranhão, a startup Ela Faz oferece cursos de capacitação nas áreas de indústria e construção civil para mulheres em situação de vulnerabilidade. Fundada em 2020, durante a pandemia de covid-19, a empresa tem como missão promover a independência e o empoderamento feminino por meio da qualificação profissional.
A origem do negócio: A fundadora e CEO, Lívia Viana, revela que a ideia inicial era criar um marketplace de serviços de reparos e manutenção realizado por mulheres para mulheres. No entanto, a empreendedora identificou um gargalo: no Maranhão, apenas 1% dos trabalhadores registrados no sindicato da construção civil eram mulheres, e a maioria atuava em escritórios. Foi então que surgiu a necessidade de formar profissionais.
A virada de chave com o Centelha: Em 2021, a startup participou do Programa Centelha, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que ajudou a empresa a ajustar seu modelo de negócios. “O Centelha entrou justamente nessa virada de chave. Identificamos que precisávamos, primeiro, ter uma grande formação de mulheres para disponibilizar mão de obra no mercado e nos tornarmos uma edutech”, explica Lívia Viana.
Inovação social na prática: A partir das mentorias, a Ela Faz construiu uma plataforma educacional com material autoral e passou a levar os cursos para comunidades, realizando capacitações em associações e igrejas. “Tudo foi pensado a partir das dores reais das mulheres em se qualificarem e dos motivos que as levavam a querer ingressar no mercado de trabalho”, relata a CEO.
Números que impressionam: Atualmente, a startup já qualificou mais de 5 mil mulheres, está presente em 19 estados brasileiros com cursos presenciais e online, e conta com uma equipe de 15 profissionais. Entre as ferramentas de gestão incorporadas com o apoio do Centelha estão a matriz SWOT, o Business Model Canvas e o Roadmap de Inovação.
Planos para o futuro: A Ela Faz pretende ampliar seu espaço físico, produzir mais conteúdos para a internet e se consolidar como uma escola técnica para formação profissional a distância. O objetivo é continuar expandindo o alcance e impactando cada vez mais mulheres em todo o país.
O recado da fundadora: Lívia Viana deixa um conselho para outros empreendedores:
“Busquem ser solucionadores de uma carência real do mercado e encontrem propósito nisso. Diferenciem-se entendendo como resolver as dores, busquem ferramentas, qualificação, estudos de caso e referências. Adaptem-se até alcançar performance com escala e resultado. O Centelha entrou justamente nessa virada de chave. Identificamos que precisávamos, primeiro, ter uma grande formação de mulheres para disponibilizar mão de obra no mercado”.
A Ela Faz está presente no Instagram como @elafazoficial. O Programa Centelha, parceria do MCTI com Finep, CNPq, Confap e Fundação Certi, segue com sua terceira edição até 2027. Mais informações em programacentelha.com.br.