Um bate-papo promovido pela Netflix reuniu a equipe criativa de Frankenstein para discutir o que ainda define o cinema. A conversa contou com Guillermo del Toro e foi mediada por David Fincher.

O ponto de partida: Fincher elogiou o filme de del Toro ao destacar o cuidado artesanal da obra. Para ele, não se trata apenas de um filme “bonito”, mas de uma expressão pessoal construída em cada detalhe.

  • “Você tem um filme que é um exemplo de expressão pessoal artesanal. É incrível nesse aspecto”, disse Fincher.

A grande questão: Del Toro provocou o debate ao questionar se o cinema hoje é definido pelo tamanho da tela ou pela dimensão das ideias. Fincher rebateu dizendo que não é uma questão de formato físico.

  • “Não é o comprimento ou a largura da coisa”, afirmou Fincher.

Como o cinema se reconhece: Para del Toro, o cinema se define pelo processo coletivo. Segundo ele, quando elenco e equipe se envolvem de forma plena, o público percebe e reconhece aquilo como cinema.

  • “Quando se tem 120 pessoas dando o seu melhor, o público sente. E dizem que isso é um filme”, disse o diretor.

Streaming no centro do debate: A conversa também funcionou como defesa do cinema feito para plataformas digitais. Del Toro afirmou que Frankenstein funciona tanto em casa quanto na sala escura, enquanto Fincher reforçou: para ele, a Netflix representa o futuro do cinema.

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