A Epic Games demitiu mais de 1.000 funcionários nesta terça-feira (24). A decisão foi anunciada pelo CEO Tim Sweeney e ocorre em meio à queda no engajamento de “Fortnite”, principal produto da empresa.
O que está sendo cortado: Além das demissões, a Epic encerrará modos de jogo como Rocket Racing, previsto para outubro de 2026, e Ballistic e Festival Battle Stage, que saem do ar em 16 de abril. A medida faz parte de uma reestruturação mais ampla da empresa.
Por que a empresa chegou a esse ponto: Segundo a Epic, os gastos vinham superando a receita há meses, o que exigiu cortes imediatos para manter a operação sustentável.
- A companhia planeja economizar mais de US$ 500 milhões com redução de custos em marketing, contratos e novas contratações.
Crise no setor e no Fortnite: A empresa também apontou desafios mais amplos da indústria, como crescimento mais lento dos games, queda nas vendas de consoles e concorrência com outras formas de entretenimento digital. Internamente, há dificuldades em manter a frequência de conteúdo e expandir o jogo no mobile.
IA não é o motivo: Sweeney afirmou que os cortes não têm relação com inteligência artificial. “As demissões não estão relacionadas à IA […] queremos ter o máximo possível de desenvolvedores incríveis”, disse o executivo.
O que acontece com os funcionários: Os demitidos receberão pelo menos quatro meses de indenização, além de benefícios como extensão do plano de saúde e ações da empresa.
Histórico recente: Essa é a segunda grande rodada de demissões da Epic em poucos anos. Em 2023, cerca de 830 funcionários já haviam sido desligados.
Planos para o futuro: Apesar dos cortes, a empresa mantém investimentos na Unreal Engine e novos projetos. “Precisamos criar experiências incríveis em Fortnite […] e preparar a próxima geração da Epic”, afirmou Sweeney.
