Escritor maranhense conclui saga épica de ficção científica após 13 anos de trabalho
Após 13 anos dedicados à construção de um universo literário complexo, o escritor maranhense Thomas Thiago Rwlmanolf, 33 anos, finalizou a saga 11 Espadas. Treze anos se passaram desde a primeira...
Após 13 anos dedicados à construção de um universo literário complexo, o escritor maranhense Thomas Thiago Rwlmanolf, 33 anos, finalizou a saga 11 Espadas. Treze anos se passaram desde a primeira ideia, quando o escritor, então com 20 anos, começou a desenvolver um universo distopico que mistura ficção científica, fantasia e elementos históricos. Agora, ele se prepara para lançar o primeiro volume, Extermínio das Raças, com expectativa de publicação ainda em 2025.
A obra, que terá 400 páginas de narrativa e 250 ilustrativas, é a porta de entrada para um ambicioso projeto literário: sete livros principais, com lançamento anual até 2031, além de uma trilogia spin-off intitulada YTAN. Thomas, que concilia a escrita com trabalhos como designer gráfico, enfrenta desafios para concretizar o sonho, mas segue determinado. “É uma história que precisei contar, mesmo sabendo que seria uma longa jornada“, diz.

Um futuro distante, mas não tão diferente: A saga se passa no ano 3000, em uma Terra unificada, sem fronteiras nacionais, onde a humanidade coloniza outros planetas. Apesar do avanço tecnológico, conflitos persistem não apenas com espécies alienígenas hostis, mas também com dissidentes da nova ordem mundial. O protagonista, Thery Ransk, é treinado desde sua infância para ser o guardião 11, comandante da tropa militar A.R.F.E.N.C.O. e aprende a controlar seus poderes.
A princípio, pode parecer estranho que, em um cenário futurista, espadas sejam armas fundamentais. No entanto, o autor explica que a história explora justamente essa dualidade entre tecnologia e misticismo. “As espadas não são apenas armas; são símbolos de poder, legados de civilizações antigas que ainda influenciam esse futuro“, afirma.
Uma saga em sete atos: Cada livro terá um arco narrativo próprio, mas interligado aos demais. Após Extermínio das Raças (2025), virá As Bestas Galácticas (2026), que mergulha nas origens do universo da saga, com a criação das espadas primordiais. Em Novas Eras (2027), o protagonista ganha a habilidade de viajar no tempo, alterando eventos históricos. Novos Mundos (2028) expande a trama para planetas desconhecidos, enquanto Guardião das Raças (2029) aprofunda o conceito dos guardiões, figuras centrais no conflito cósmico.
Os dois últimos volumes, O Retorno do Rei Kwand (2030) e As Batalhas do Tempo (2031), trarão o confronto final contra o principal antagonista da saga, um ser ancestral que desafia as leis da física. “Quis criar um vilão com motivações complexas, não apenas um destruidor sem razão“, explica.
O desafio de publicar no Brasil: Thomas reconhece as dificuldades de lançar uma obra tão extensa no cenário editorial brasileiro, especialmente sendo um autor independente do Nordeste. “Não é fácil competir com best-sellers internacionais, mas acredito que há espaço para histórias como a minha“, diz. Ele optou por um crowdfunding para viabilizar a primeira tiragem e já negocia com editoras regionais.
Enquanto ajusta os últimos detalhes para o lançamento, o escritor adianta que planeja eventos em São Luís, incluindo debates sobre ficção científica e distopias. “Quero que os leitores maranhenses vejam que é possível criar grandes universos literários a partir daqui“, conclui.
Com uma narrativa que mescla ação, política interestelar e mitologia, 11 Espadas promete ser uma das sagas mais ousadas da ficção científica nacional.


