Estudante do Maranhão leva o Cazumbá para festival de dança na França
O estudante maranhense Igor Cariman representou o Brasil na 21ª Bienal de Dança de Lyon, um dos maiores festivais de dança contemporânea do mundo. Ele levou ao palco francês a performance “Cazumbá:...
O estudante maranhense Igor Cariman representou o Brasil na 21ª Bienal de Dança de Lyon, um dos maiores festivais de dança contemporânea do mundo. Ele levou ao palco francês a performance “Cazumbá: Corpo que baila no terreiro”, inspirada na tradição do Bumba meu boi do Maranhão.
Quem é o Cazumbá: Personagem místico do sotaque da baixada, o cazumbá não é homem nem mulher, mas um ser sobrenatural que simboliza vida e morte no Bumba meu boi. É reconhecido pelas máscaras animalescas, roupas coloridas e um bailado compassado.
Trajetória internacional: Antes da França, Igor já havia apresentado a performance em Harvard, nos Estados Unidos, em 2024. Lá, recebeu o prêmio “Cultura em Ação” e dividiu espaço com nomes como Ivete Sangalo e Regina Casé.
O que disse Igor: “O Bumba meu boi é imenso, nunca um grupo é igual ao outro. Isso é pertencimento, é resistência negra em meio à diáspora no Maranhão”, afirmou o artista e pesquisador da UFMA.
Origem do personagem: Pesquisadores relacionam o cazumbá a tradições africanas ligadas ao culto vodu, especialmente em países como Benin e Togo. As máscaras africanas guardam semelhança com as usadas no Maranhão, reforçando a herança ancestral da manifestação.
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