Paramount se posicionou formalmente contra a compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix. O diretor jurídico do grupo, Makan Delrahim, enviou uma carta a uma subcomissão antitruste do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos, na quarta-feira (8).

Por que a Paramount reagiu: No documento, Delrahim afirma que a fusão seria “presumivelmente ilegal” por consolidar ainda mais o domínio da Netflix no mercado de streaming de vídeo sob demanda, ampliando sua posição frente a concorrentes diretos.

O ponto central da crítica: Segundo Delrahim, a defesa da Netflix tenta relativizar o impacto antitruste ao ampliar artificialmente o conceito de concorrência, sugerindo que plataformas como YouTube e redes sociais disputam o mesmo mercado que serviços pagos.

A acusação mais dura: Para o executivo, essa leitura não se sustenta do ponto de vista jurídico nem econômico. “Isso é o que alguns chamam de ‘antitruste psicodélico’ e não tem fundamento na realidade de mercado ou jurídica”, escreveu.

O que está em jogo: A Paramount argumenta que vídeos gratuitos gerados por usuários no YouTube ou TikTok não podem ser tratados como substitutos reais de conteúdo premium produzido para plataformas como Netflix ou HBO Max.

O tamanho do negócio: A Netflix anunciou um acordo avaliado em cerca de US$ 83 bilhões em valor empresarial para adquirir a Warner Bros. Discovery. A operação combina dinheiro e ações, avaliando a WBD em US$ 27,75 por papel, e promete ser uma das maiores fusões da história do entretenimento.

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