O fim da televisão analógica no Brasil pode tornar inutilizáveis cerca de 35 milhões de aparelhos até 2015, segundo estimativas do setor. O motivo é que muitos televisores fabricados nos últimos anos ainda recebem apenas sinal analógico e não possuem conversor digital integrado.
O que muda com o apagão analógico: A previsão do Ministério das Comunicações é desligar o sinal analógico nas cidades com mais de 200 mil habitantes, atingindo cerca de 70% da população brasileira.
- Após o desligamento, TVs sem conversor digital deixarão de captar os canais abertos normalmente.
Quem pode ser mais afetado: Segundo dados apresentados pelo setor, cerca de 13,8 milhões de famílias cadastradas em programas sociais seriam impactadas diretamente e poderiam ter dificuldade para comprar novos aparelhos ou conversores.
Por que o governo quer acelerar a mudança: A migração para a TV digital permitiria liberar parte das frequências atualmente usadas pela televisão para serviços de internet móvel 4G.
Preocupação da indústria: Fabricantes e especialistas dizem que o cronograma é difícil de cumprir. A avaliação é que o Brasil não teria capacidade industrial suficiente para produzir conversores digitais na velocidade necessária.
- “Está muito claro que essa proposta de desligamento tem de ser revista. É fisicamente inviável”, afirmou Fernando Bittencourt, diretor de engenharia da TV Globo, durante congresso da Sociedade de Engenharia de Televisão.
Mercado ainda produz TVs antigas: Mesmo após o avanço das telas LCD e da TV digital, aparelhos analógicos ainda continuam sendo fabricados no país. Em 2010, quase 10% das TVs produzidas no Brasil ainda eram modelos de tubo.
Custo da transição: Especialistas do setor lembram que países como os Estados Unidos precisaram investir bilhões de dólares em programas de distribuição de conversores digitais para evitar impactos maiores na população.
