Escolas de samba de São Luís mantêm tradição em desfile na Passarela do Samba

Foto: Marla Batalha

Em duas noites, dez agremiações levaram para a Passarela do Samba Chico Coimbra enredos que misturaram identidade maranhense, crítica social e celebração da cultura popular, com destaque para Flor do Samba, Favela do Samba e Turma do Quinto, que chamaram atenção do público pelas fantasias, pela força dos sambas e pela empolgação das baterias.

Destaques da primeira noite: Mocidade da Ilha, Terrestre do Samba, Império Serrano, Turma da Mangueira e Favela do Samba abriram os desfiles com arquibancadas cheias. A Favela do Samba trouxe o enredo sobre Nelinha do Babaçu, enquanto a Mocidade da Ilha e a Turma da Mangueira foram elogiadas pela harmonia e pelo conjunto visual.

Destaques da segunda noite: Túnel do Sacavém, Unidos de Fátima, Marambaia, Turma do Quinto e Flor do Samba encerraram a programação na passarela. A atual campeã Flor do Samba levou para a avenida “Entre o Ventre e a Flor – Mulheres, Mitos e Deusas”, apostando em protagonismo feminino, enquanto a Turma do Quinto cantou “Na Turma do Quinto o reggae é lei”.

Resistência cultural: Os desfiles aconteceram após a programação do Circuito Litorânea – Vem Pro Mar, que contou com 16 atrações nacionais. Mesmo assim, escolas e blocos tradicionais mantiveram público fiel na passarela, reforçando o papel do samba como espaço de memória, pertencimento e valorização das comunidades de bairros como Desterro, Madre Deus e Sacavém.

Desafios no novo carnaval: Com o investimento de R$ 20 milhões anunciado pelo Governo do Maranhão para o carnaval de 2026, parte dos recursos foi destinada a premiações e apoio às escolas de samba. Dirigentes, porém, apontam o desafio de disputar atenção com grandes palcos de shows e defendem orçamento fixo para a cultura local.

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