Setor audiovisual pressiona por taxação de 6% nos streamings no Brasil
Seis associações do audiovisual brasileiro enviaram um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros alertando sobre os riscos de enfraquecimento do PL 2.331/22, que propõe aumentar...
Seis associações do audiovisual brasileiro enviaram um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros alertando sobre os riscos de enfraquecimento do PL 2.331/22, que propõe aumentar de 3% para 6% a alíquota da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) sobre a receita bruta das plataformas de streaming. A mobilização ocorre após reunião informal do Ministério da Cultura (MinC) com a Strima, associação que representa empresas como Netflix, Disney+ e Amazon Prime Video.
Por que isso importa: A taxação é vista como vital para garantir recursos competitivos para produções nacionais frente ao orçamento bilionário das plataformas globais.
Pontos-chave:
- 6% de Condecine: Percentual defendido por entidades e pelo relatório da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
- Fundo Setorial do Audiovisual (FSA): Principal destino dos recursos, segundo produtores
- Preocupações: Setor teme que diálogo com streamings resulte em redução da proposta
Posicionamento do MinC: Em nota, o ministério reafirmou o compromisso com a regulação das plataformas e à alíquota de 6%, destacando que o relatório foi construído de forma colaborativa e que mantém diálogo com os relatores André Figueiredo (Plenário) e Jandira Feghali (Comissão de Cultura).


