Com filmes em alta, Petrobras anuncia aporte de R$ 100 milhões para cinema nacional
O cinema brasileiro voltou a brilhar nas bilheterias e nas premiações. Segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine), as produções nacionais arrecadaram R$ 251,9 milhões em 2024, o equivalente a...
O cinema brasileiro voltou a brilhar nas bilheterias e nas premiações. Segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine), as produções nacionais arrecadaram R$ 251,9 milhões em 2024, o equivalente a 10,1% da bilheteria total. Este valor está bem acima dos 3% de 2023. Foram 197 lançamentos e 12,6 milhões de espectadores, números que consolidam a recuperação do setor após a pandemia.
Por que importa: A Petrobras anunciou um plano de investimento de R$ 100 milhões até 2027 para fortalecer o audiovisual brasileiro. Os recursos apoiarão produção e distribuição de filmes e séries, manutenção de salas e patrocínio a festivais.
- “Nosso compromisso é fortalecer o cinema brasileiro, garantindo que ele continue a contar as histórias do país”, disse Milton Bittencourt, gerente de patrocínios culturais da Petrobras.
Se liga no contexto: A boa fase vem acompanhada de reconhecimento internacional. Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional, o primeiro da história do Brasil. O Último Azul, de Gabriel Mascaro, conquistou o Grand Prix em Berlim, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, levou dois prêmios em Cannes — Melhor Direção e Melhor Ator para Wagner Moura.
Panorama geral: Nas últimas três décadas, a Petrobras apoiou mais de 600 produções, incluindo Cidade de Deus, Carandiru e Bacurau. Esse histórico reforça o impacto do investimento cultural como motor do setor.
- “Há muito preconceito com o patrocínio cultural. Sem esse apoio, muitos dos filmes que celebramos hoje jamais existiriam”, afirmou o ator Rodrigo Santoro à Agência Brasil.
Número de sessões cresceu: A Ancine estima que, até agosto de 2025, um em cada dez brasileiros que foi ao cinema escolheu um filme nacional. A participação subiu de 1,4% para 11,2%, e o número de sessões com obras locais cresceu de 4% para 14,1%.
- A agência atribui parte do avanço à cota de tela, que obriga exibidores a incluir títulos brasileiros e cuja renovação para 2026 está em debate.


